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Nossa missão

Acreditamos que a filosofia seja uma forma essencial de “cuidado de si”.

 

Existe uma certa dimensão do ser humano, fundamental para sua realização, da qual apenas a filosofia pode cuidar. Como?

 

Nossa vida prática e imediata quase nunca é capaz de realizar um certo aspecto da nossa natureza, que permanece para sempre opaco às trocas comuns do dia-a-dia. Pois esse aspecto talvez tenha a ver com algo absolutamente singular de cada um e que não pode entrar imediatamente na rede de significação da vida cotidiana.

 

E isso gera uma questão: se a opacidade é algo intrínseco à nossa natureza, se ela é aquilo que nos diferencia e não aquilo que nos assemelha e, portanto, que nos coloca imediatamente em comunicação uns com os outros, como exprimir ou exteriorizar a singularidade, a poesia que parece existir em cada um de nós?

 

“A poesia é incomunicável”, diz o eu lírico do poema “Segredo” em “O Brejo das Almas” de Carlos Drummond de Andrade, obra da qual o Instituto empresta o nome.

 

Acreditamos que a maneira como a filosofia pode realizar uma forma essencial de “cuidado de si” seria criando um espaço no qual possamos contar o “segredo” que jamais pode se revelar nas trocas imediatas do cotidiano. 

 

A filosofia é capaz de atingir aquilo que é singular – a poesia que existe no brejo da alma de cada um – e fazer com que essa singularidade possa emergir e se exprimir.

 

Quem sabe, um certo sentimento de carência que experimentos com insistência no dia-a-dia tenha a ver com essa falta de cuidado, com a permanência da nossa própria poesia,para sempre, afundada no brejo da nossa alma.

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